terça-feira, 8 de maio de 2018

Vida que segue! Vida que muda!




Essa história começa em Abril de 2004 quando fui internada com vasculite cerebral devido a uma síndrome auto imune que tenho. Eu pesava 68 kg. A cura da vasculite representava tb algumas mudanças no corpo devido ao remédio, Corticoides em doses altas. Então de 68kg eu fui para 98 em 3 meses e depois disso eu nunca mais consegui voltar a esse peso. Lembro até hoje da fome que sentia. Me lembro de comer um pacote de bisnaguinha com manteiga de uma vez só e ficar com fome. Lembro de ir dormir chorando, pois mesmo tendo comido muito ainda sentia fome. Eu reclamava com os médicos que isso estava acontecendo e eles me diziam para comer frutas. Não acho que eles entendiam o que eu estava sentido. Depois de um ano mais ou menos os corticosteroides foram retirados, mas o estrago já estava feito e a minha relação com a comida havia mudado de formas que eu não compreendia muito bem na época. A fome produzida pelos remédios já não existia mais, mas eu continuava comendo. 

Em 2006 eu noivei para casar no ano seguinte, então eu resolvi perder peso, procurei um médico que me deu uma dieta de redução calórica e um regulador de apetite, sibutramina. Com o objetivo em mente de estar magra para o meu casamento eu segui em frente. O problema foi que na realidade a minha relação com a comida era a mesma. Então eu emagreci um pouco para o casamento, mas nem perto de chegar ao que era antes, e passado o casamento voltei a comer e engordar. No ano seguinte a minha mãe faleceu e para lidar com a tristeza que sentia eu comia. 

Depois de mais um ano eu tive que fazer, mais uma mudança. Eu tenho problema nos 2 joelhos por causa dos corticosteroides. As cartilagens estão degenerando e com o peso alto a dor piora muito, então eu resolvi emagrecer de novo. Com a mesma fórmula anterior. Novamente perdi um pouco de peso, até que engravidei do meu primeiro filho. Aí eu pensei: estou livre para comer o que quiser. E assim o fiz. Comi e engordei, mais do que o necessário para a gestação e fiquei assim. Tive outra gestação e continuei comendo. Já estava conformada que seria gorda até o fim da vida. Doei todas as roupas pequenas que tinha e havia assumido essa condição e decidido que seria linda e gorda! Afinal de contas podemos ser bonitas com qualquer corpo e isso é verdade. Porém ninguém faz algo exageradamente a toa. Sempre há uma função por trás disso. E foi isso que fui me dando conta.
Há um ano atrás eu cheguei no meu pior momento. Não dormia mais e tinha convicção de que iria morrer. Tinha crises noturnas suava muito, coração disparava. A sensação era indescritível, tinha um medo terrível de morrer. Isso começou a ficar mais frequente. Enquanto isso eu comia. Pensava assim: pelo menos tem coisas gostosas para comer que confortam. Não sabia que tudo estava interligado. Fui a médicos do coração, neurologista, aumentei a terapia para 2x por semana. Os médicos me garantiram que não estava morrendo, mas que podia estar indo para um caminho muito ruim, os exames não estavam bons. Estava com resistência a insulina, que é quando o pâncreas precisa produzir quantidades enormes de insulina para manter o açúcar sob controle e em algum momento no futuro isso poderia desencadear uma diabetes ou um câncer de pâncreas, doença que matou a minha mãe. 
Com a terapia intensificada resolvi ir a fundo nisso. E fui descobrindo que tudo isso tinha uma função na minha vida. Comia para me sentir melhor, e ficava gorda para me proteger do mundo, pois ninguém olha para você quando você é gordo. Olha para a sua gordura não para você. Fora que ser gorda me aproximava de minha mãe. Quando ela morreu ela me deixou todas as suas roupas e eu as usava. E todos os dias eu morria um pouco. A morte me tornava invisível e próxima de minha mãe. Aí quando eu me dei conta do que me prendia eu descobri que eu podia ser livre. Podia escolher outra coisa para mim. Porque nunca se consegue ser livre se você não sabe o que te prende. 

Então era chegada a hora de escolher e eu escolhi. Claro que não foi fácil, pois o caminho desconhecido é muito difícil de percorrer, então eu precisava de ajuda. Pensei em ir em um nutricionista, mas já tinha ido e não funcionou comigo, ficava mais ansiosa e irritada tendo que pensar todos os dias no que comer. Sabia que precisava diminuir drasticamente o consumo de carboidratos por conta da insulina. Então fiz uma pesquisa e descobri um lugar que vendia refeições com baixo carboidratos e que as refeições eram para o dia todo do café da manhã até a janta, o Menu confiança. Resolvi testar e deu certo. Fiz por 3 meses o cardápio deles e perdi 14 quilos, porém sabia que não seria o suficiente somente comer o cardápio e que não poderia ficar com ele para sempre. Observei as refeições, os ingredientes e quantidade e comecei a replicar em casa. Comecei a caminhar, no começo 3x por semana 20 min, fui aumentando o tempo semana a semana até chegar a 1h. Depois de me sentir bem com esse ritmo resolvi fazer mais, me matriculei em uma academia funcional, a Corpo Forte do Fernando Abel Carvalho, comecei a fazer 3x por semana e adorei. Logo eu que não ia nem na esquina a pé. E assim se foram os outros 14kg restantes. 
Hoje a vida é bem diferente. Como pouco e equilibrado durante a semana e final de semana me permito comer doces e massas em algumas refeições e continuo me exercitando. Não existe fórmula mágica que nos faz mudar. A mudança é diária, pois não tem como apagar tudo que vivi, está inscrito em mim para sempre e antes eu não conhecia a fundo a minha história. Os fatos eu conhecia é claro, o que eu não conhecia era como isso se inscreveu em mim e como isso afeta as minhas decisões até hoje. Saber isso me libertou, me permitiu escolher algo diferente. 
Escolhi que não queria mais essa dança com a morte. A gordura era uma capa de morte em mim *. Escolhi que o conforto não viria mais da comida, viria das pessoas. 
Agora consigo olhar para trás e enxergar cada sementinha plantada que me trouxe a esse momento, uma amiga que lutava contra a obesidade vencer, uma pessoa que sofreu uma perda transformar o luto em vida no corpo. Essas pessoas plantaram sementes em mim sem ao menos saber disso, simplesmente lutando suas batalhas. Por isso resolvi contar a minha. Quem sabe eu planto uma semente em alguém.




*A capa de morte se refere ao uso que fiz da gordura e não da gordura em si. Como algo para me esconder e me mortificar, no sentido depressivo, porque é isso que fazemos quando estamos deprimidos, usamos uma capa de morte, no meu caso era a gordura, mas vai de cada caso, as vezes é o álcool ou algum comportamento destrutivo de auto sabotagem, etc.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Os Nascimentos, os aprendizados e a cura

O mais difícil é começar....já tentei muitas vezes começar a escrever sobre como foi viver o parto da Morgana, mas sempre que começo, começo pelo Lucas. Talvez porque na verdade seja com ele que começa...
A verdade é que quando eu soube que estava grávida foi um choque, mesmo sabendo que era possível, já que estávamos tentado engravidar. O que se passou comigo foi: “porque fui inventar isso...como vou ser responsável por uma outra pessoa que estará eternamente ligada a mim”
Passado choque, a alegria chegou, e em seguida tratar da parte prática, fazer o pré-natal, tirar duvidas sobre o bebê e a gestação e etc. Nada melhor do que a minha ginecologista de muitos anos e que também era obstetra ser a responsável por essas funções.
Durante o pré natal tudo transcorreu muito bem, a única coisa que incomodava era o excesso de exames ultrassom, mas que também se justificava, pelo menos era o que eu achava, pelo fato de eu ser portadora de uma doença auto – imune, doença de behçet.
Sobre o parto sempre fui clara em dizer que queria parto normal, que cirurgia só se extremamente necessária, tinha e tenho pavor de cirurgias. Pensava que precisava da dor do parto para tornar o meu nascimento como mãe real. A resposta da médica a minha vontade foi: “se tudo der certo você terá um parto normal”. Eu não sabia o que essa frase significava, não sabia que eu não tinha qualquer chance...
Uma pessoa que conheci no consultório da médica um dia me avisou: “ela é cesarianista no ultimo momento ela vai inventar uma desculpa e fazer uma cesárea”
Eu não acreditei que ela faria algo assim... mentir...ela era médica,tinha ética e me conhecia a tantos anos, respeitaria a minha vontade...
Chegada as 37 semanas a médica foi ficando apreensiva, pedia ultrassons semanais, quando chegou a 40 semanas e 5 dias fiz o ultimo ultrassom, o diagnostico foi placenta grau III e oligoâmnio severo (baixo liquido aminótico).
O que se seguiu foi um filme de terror, a médica do ultrassom disse que Lucas precisava sair imediatamente, pois estava correndo risco e ela mesma telefonou para a obstetra, que disse que precisávamos fazer a cesárea imediatamente e propôs que fizemos naquela noite ou na manha seguinte...devia ter desconfiado naquela hora, mas quando alguém te diz que seu filho corre risco você não ouve mais nada depois disso...
Optei pela cesárea naquela noite... e assim o Lucas veio ao mundo... Meu filho querido e amado que vi rapidamente aos berros, que foi esfregado de baixo de uma torneira ainda berros e que me foi entregue quase uma hora depois para mamar já exausto e eu extremamente incomodada, paralisada da cintura para baixo e com muita coceira, reação a anestesia.
Passada a noite a qual fiquei em claro ainda chocada com os eventos, a chegada da minha primeira manha como mãe, foi aterrorizante, estava com muita dor, uma dor indesejada e chorava pela dor desejada e não vivida, não sabia o que fazer com o Lucas...não parecia real...
Muitas coisas aconteceram com o Lucas e comigo depois disso, ele ficou doente, tinha convulsões devido a uma hemorragia no cérebro, que segundo os médicos aconteceu ainda no útero e que nunca se soube a causa, teve que ficar internado na UTI neo natal por 10 dias, mal pude tocar nele, tudo era muito irreal...fui aprendendo a ser mãe assim desse jeito em meio ao sofrimento e depois na alegria de quando tudo ficou bem e cada vez melhor.
Mas a pulga atrás da orelha ficou, não era claro a principio, mas algo dentro de mim me dizia que não podia ser assim que aquela experiência na maternidade deveria ser diferente.
Foi quando a minha amiga e irmã amada Lydiane me mostrou um site de cursos para mães e profissionais que quisessem trabalhar com o parto, o site do GAMA, e me convidou para fazer o curso de educação perinatal.
Eu disse: “vamos, quem sabe lá eu encontro o que esta me incomodando”
E eu encontrei... o que descobri lá me deixou chocada, descobri o engodo. Eu não precisava de cesárea, havia opções.
Nunca vou esquecer do ultimo dia de aula quando estava indo embora e encontrei a Ana Cristina Duarte, tomei coragem e perguntei se a minha cesária tinha realmente sido necessária. Ela me perguntou se eu realmente queria saber. Parecia o filme matrix em que o Morpheus oferece para o Neo, a pilula vermelha ou azul. Eu escolhi a vermelha, sai da matrix e descobri a verdade. Ela me respondeu, “você não precisava de cesárea, eu teria induzido”. Doeu ouvir... porque parte de mim já sabia, ou melhor sempre soube, eu não quis ver e pagamos o preço, todos nós, o Lucas, o Helber e eu...
Fui vítima da minha própria ignorância, da minha fé absoluta no Deus médico, e vítima da má fé dos médicos, que depois ficou claro que agiram de acordo com seus próprios interesses que nada tinha a ver com os meu interesses e de minha família.
O que fiz em seguida, foi uma imersão na informação, fiz curso de doula e estudei muito. Li todas as evidencias cientificas as quais eu tinha acesso, pois tinha a convicção de que da próxima vez seria diferente. E assim foi...
Engravidei novamente e passei de novo pelo choque: “porque fui inventar isso...como vou ser responsável por uma outra pessoa que estará eternamente ligada a mim e como vou conseguir suportar um amor tão imenso multiplicado por 2”.
Mas a Morgana veio para nos curar, nos mostrar como poderia ter sido.
Mais uma vez cheguei as 40 semanas e nada de trabalho de parto, as 41 semanas fiz meu ultimo ultrassom e lá estava o mesmo diagnostico, Placenta grau III e oligoâmnio severo. Mas dessa vez eu havia escolhido bem quem me acompanharia, meus anjos, a minha doula, amiga e irmã amada Lydiane e a Dra Roxana Knobel. Também conheci muita gente boa nesse caminho, Dr. Fernando Pupim e a Dra Mônica Kerges Bueno, que estariam comigo caso a Dra Roxana não pudesse.
Decidimos pela indução, algo que me assustava, pois tinha medo da dor intensa que poderia sentir, por ser algo artificial.
Fizemos um descolamento de membranas na noite anterior ao parto para ver se desencadeava o parto, naquela noite passei a noite com contrações doloridas mas irregulares. Nada de trabalho de parto. Fui de manhã para a maternidade para iniciar a indução comecei a tomar oxitocina as 11:30h e ao meio dia a dor chegou e me deu o maior susto. Fiquei muito atônita, era muito mais forte do que eu espera, e comecei a lutar contra ela, não queria sentir, não me entregava de jeito nenhum, a Lydi percebeu que algo estava diferente comigo e conversamos, não lembro o que ela disse, mas o efeito foi que comecei aos poucos a me entregar ao que estava acontecendo. E assim algumas horas se passaram. Tinha momentos que eu me perdia e lutava contra a dor e ficava muito ruim, queria desistir, mas de uma forma insana, pois era assim, “não quero mais sentir dor, desisto” mas não tinha como. Ia fazer o que? Cesárea? Não né... Apesar que devo confessar que chegou a passar pela minha cabeça a possibilidade, mas nada que tenha tido qualquer efeito. Estava determinada. Como não consegui comer entre as contrações eu fui ficando um pouco fraca e enjoada o que ocasionou alguns vômitos e numa dessas crises a bolsa rompeu. A Dra Roxana olhou para o chão e disse: “que bom a bolsa rompeu” Eu disse: “não rompeu, eu que me mijei, isso acontece quando vomito” ela disse: “não, é a bolsa olha” e me mostrou o líquido no chão com um pouquinho de sangue. E eu ainda teimando respondi: “Como é que você sabe?” Todo mundo caiu na gargalhada, porque raios eu não queria acreditar que era a bolsa e o mais bizarro é que depois disso a dor diminuiu por um tempo. O normal é o contrario.
Lá pelas tantas eu me lembrei de uma coisa que eu nem sequer tinha passado pela minha cabeça, anestesia. Já estava a 7 horas em trabalho de parto ativo e estava cansada, conversei com a Lydi sobre essa possibilidade e o que decidimos foi verificar a dilatação, se estivesse muito adiantado eu seguiria sem anestesia, se ainda faltasse muito ai eu ia querer.
Mas no fim a Morgana decidiu por mim, eu estava com 5cm de dilatação, com contrações de 2min de duração e 1min de intervalo e os batimentos cardíacos dela estavam muito elevados, portanto na realidade precisávamos da anestesia.
A anestesia era feita no centro cirúrgico que ficava no andar de cima, fui de escadas e comecei a sentir o que chamei de “uma esquisitice lá embaixo” mal sabia eu que só naquela subidinha de escada estava dilatando 2cm em 5min.
Fiz a anestesia e os batimentos cardíacos da Morgana normalizaram e descobrimos que eu já estava com 7cm. Lembro que quando a dra Roxana me contou eu não acreditei. Falei: “Você está mentindo”. Ela respondeu que se fosse mentir ia mentir para menos não para mais. Minha cara nessa hora deve de sido hilária.
Desci para o quarto, sem dor e com contrações, consegui descansar por 1hora mais ou menos e quando as dores voltaram já não eram tão fortes, mesmo assim subi mais uma vez para fazer mais uma dose de anestesia.
Nesse ponto a dilatação já estava em 9cm,. Voltei para o quarto. A anestesia era mais branda, então conseguia sentir as dores. Mas tudo bem eu já estava acostumada. O que se seguiu foi algo diferente do começo, eu sentia dor mas já não lutava mais contra ela, sentia cansaço e queria que acabasse logo, e pedia para acabar, acho que pedia para Deus, pro universo, e de repente, claro que não foi de repente, mas foi assim que pareceu, a Dra Roxana pediu para a pediatra vir e para as enfermeiras arrumarem as coisas para receber o bebê, ela estava chegando. Eu não estava acreditando...fui seguindo o fluxo das coisas, determinada a trazer a minha menininha ao mundo. Nada mais importava, a dor não importava mais. E assim ela veio depois de 12 horas de trabalho de parto, ela nasceu, eu pari, eu curei, nós nos curamos. Veio devagar no tempo dela, de mansinho, esperando cada contração vir para sair aos poucos me trazendo uma tranquilidade muito grande. Veio direto para os meus braços e lá ficou chorando, depois foi gentilmente limpa, pesada e medida e foi para os braços do Helber e parou de chorar. Não chorou mais, mamou e dormiu.
A Linda Morgana, chegou, assim como o Lucas, para ensinar as varias formas do amor. Com o
Lucas, nada sabíamos, aprendemos tudo com ele, com a Morgana aprendemos a serenidade e a paz.

Lucas e Morgana, o nascimento de vocês são marcos em minha vida. O medo de não suportar o amor imenso se tornou injustificado. Aquilo que era um agora é dois e muito melhor. Hoje amo melhor porque vocês existem e tudo é para vocês.

Lucas

Morgana



segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Um pouco do Tempo


Não há tempo...há o existir.
Um evento que já aconteceu está no passado, um evento acontecendo agora é o presente, e um evento que ainda não aconteceu está no futuro...linearidade...
Se o tempo não for assim como é?
Os eventos tem importância ou o que importa de fato são as escolhas? Escolhas estão na existência e não no tempo.

No sentir não há tempo, não há nomes,.....há o queimar, o viver e o morrer.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Comos são os fragmentos...por hoje....


Imagino pedaços de madeira flutuando na água escura e em cima deles há sempre alguém...
Eu estou na água, eu sou da água...
As vezes as pessoas que estão nos pedaços também são da água e quando subo na madeira eu me sinto com alguém....eu fico um pouco lá...mas água me chama de volta e lá não há ninguém e ninguém importa.
As vezes olho para os pedaços cheio de pessoas e elas esticam a mão para mim e eu subo....eu fico um pouco lá...mas elas me empurram de volta para a água, não suportam a água que sempre trago comigo, elas se molham...elas não gostam...tudo bem...não quero ficar tempo demais na madeira, fico seca...dói.